“Há 150 anos, uma corporação era uma instituição relativamente insignificante. Hoje, ela é onipresente”.
É com esta frase que o documentário A Corporação inicia. Este filme canadense de 2003 mostra o surgimento das corporações como as conhecemos atualmente e qual o impacto que elas exercem em nossas vidas hoje. O documentário tem a preocupação de analisar a natureza, a evolução, os efeitos e as possíveis qualidades das modernas empresas.
A narradora do documentário faz uma pergunta logo no começo: o que permitiu às modernas corporações atingir o extraordinário poder de influência em nossas vidas? Responder a esta pergunta, de certa forma, é fácil. É só observar o nosso passado histórico-social, desde os estudos econômicos de Adam Smith até os conceitos de capitalismo de Karl Marx. As corporações hoje existem para um único objetivo: sucesso. O sucesso, claro, combinado com lucro.
Há muito tempo, nos EUA, uma corporação podia existir a partir de um grupo de pessoas que quisessem construir, por exemplo, uma ponte em cima de um rio qualquer. Essas empresas já tinham vários pontos estipulados a serem explorados, como por exemplo: quanto tempo podiam operar, quanto dinheiro podiam gastar, o que fariam, o que manteriam, quanto cobrariam de taxas etc, e não faziam nada mais além disso. E importante: eles não poderiam ter uma outra corporação. Elas eram criadas para servir ao interesse público. Mas sabemos que hoje essas ideias foram deturpadas.
A partir daí, o documentário segue dizendo que a guerra civil e a revolução industrial criou uma enorme demanda por outras corporações. Aí então, houve uma explosão de ferrovias (que tiveram grande subsídios do governo), infra-estrutura e indústrias pesadas etc. Quando os advogados das corporações perceberam que precisavam de mais poder para as companhias, eles lutaram para remover alguns limites que lhe foram impostos há muitos anos.
Para explicar o comportamento das corporações, o documentário faz uso da seguinte ideia: as empresas são “pessoas jurídicas”, por conseguinte, como essas “pessoas” se comportariam e que tipo de “pessoas” seriam. Há uma cena em que dois homens conversam sobre como criar uma “pessoa jurídica”. Nesta cena, o homem explica que bastava um grupo de pessoas juntarem-se e, com subsídios do governo, criarem uma empresa com os mesmos direitos de um cidadão, podendo comprar terras, emprestar dinheiro, poder processar e ser processada, poder gerenciar um negócio e etc.
E mais, explica o documentário: “tendo conseguido os direitos legais e os amparos legais de uma pessoa, surge a pergunta: que tipo de pessoa seria? O problema de as corporações serem consideradas pessoas, é que elas não são como nós. Michael Moore, um famoso documentarista, explica que esse é exatamente esse. “Eles tem sentimentos, eles tem políticas, elas tem crenças. Elas realmente só veem uma coisa: lucro”. O gancho do filme é analisar as empresas do ponto de vista psicológico, como se elas realmente fossem pessoas, como explicado acima. Como um psicólogo faria com seu paciente: formulando um diagnóstico baseando-se em casos de danos que infligiram outras pessoas em um universo de atividades corporativas.
Uma blusa feita por um trabalhador está sendo vendida por U$ 14,99, enquanto que o trabalhador que a produziu recebeu apenas U$ 0,03 por peça feita. Isso não apenas em vestuários, mas também com brinquedos e eletrônicos. As companhias preferem instalar suas fábricas em países onde a mão-de-obra é bastante barata, como em Honduras, El Salvador, China.
Ao longo do documentário, vemos explicações de várias pessoas que vivenciaram rotinas das mais diversas empresas. E elas na verdade, apontam para um único objetivo, um norte em comum: o lucro, fazendo com que as pessoas necessitem comprar algo supérfluo, algo que elas nunca precisam e nunca vão precisar em suas vidas. É o círculo vicioso do consumismo.
A película termina com o depoimento do polêmico Michael Moore. Resumindo, ele diz que devemos lutar para que o mundo “volte para as nossas mãos” e que, de fato, ao terminarnos de assistir ao documentário, possamos fazer alguma coisa e não ficar parados assistindo o mundo sendo destruído por todas essas empresas maléficas que dominam o mundo.
A narradora do documentário faz uma pergunta logo no começo: o que permitiu às modernas corporações atingir o extraordinário poder de influência em nossas vidas? Responder a esta pergunta, de certa forma, é fácil. É só observar o nosso passado histórico-social, desde os estudos econômicos de Adam Smith até os conceitos de capitalismo de Karl Marx. As corporações hoje existem para um único objetivo: sucesso. O sucesso, claro, combinado com lucro.
Há muito tempo, nos EUA, uma corporação podia existir a partir de um grupo de pessoas que quisessem construir, por exemplo, uma ponte em cima de um rio qualquer. Essas empresas já tinham vários pontos estipulados a serem explorados, como por exemplo: quanto tempo podiam operar, quanto dinheiro podiam gastar, o que fariam, o que manteriam, quanto cobrariam de taxas etc, e não faziam nada mais além disso. E importante: eles não poderiam ter uma outra corporação. Elas eram criadas para servir ao interesse público. Mas sabemos que hoje essas ideias foram deturpadas.
A partir daí, o documentário segue dizendo que a guerra civil e a revolução industrial criou uma enorme demanda por outras corporações. Aí então, houve uma explosão de ferrovias (que tiveram grande subsídios do governo), infra-estrutura e indústrias pesadas etc. Quando os advogados das corporações perceberam que precisavam de mais poder para as companhias, eles lutaram para remover alguns limites que lhe foram impostos há muitos anos.
Para explicar o comportamento das corporações, o documentário faz uso da seguinte ideia: as empresas são “pessoas jurídicas”, por conseguinte, como essas “pessoas” se comportariam e que tipo de “pessoas” seriam. Há uma cena em que dois homens conversam sobre como criar uma “pessoa jurídica”. Nesta cena, o homem explica que bastava um grupo de pessoas juntarem-se e, com subsídios do governo, criarem uma empresa com os mesmos direitos de um cidadão, podendo comprar terras, emprestar dinheiro, poder processar e ser processada, poder gerenciar um negócio e etc.
E mais, explica o documentário: “tendo conseguido os direitos legais e os amparos legais de uma pessoa, surge a pergunta: que tipo de pessoa seria? O problema de as corporações serem consideradas pessoas, é que elas não são como nós. Michael Moore, um famoso documentarista, explica que esse é exatamente esse. “Eles tem sentimentos, eles tem políticas, elas tem crenças. Elas realmente só veem uma coisa: lucro”. O gancho do filme é analisar as empresas do ponto de vista psicológico, como se elas realmente fossem pessoas, como explicado acima. Como um psicólogo faria com seu paciente: formulando um diagnóstico baseando-se em casos de danos que infligiram outras pessoas em um universo de atividades corporativas.
Uma blusa feita por um trabalhador está sendo vendida por U$ 14,99, enquanto que o trabalhador que a produziu recebeu apenas U$ 0,03 por peça feita. Isso não apenas em vestuários, mas também com brinquedos e eletrônicos. As companhias preferem instalar suas fábricas em países onde a mão-de-obra é bastante barata, como em Honduras, El Salvador, China.
Ao longo do documentário, vemos explicações de várias pessoas que vivenciaram rotinas das mais diversas empresas. E elas na verdade, apontam para um único objetivo, um norte em comum: o lucro, fazendo com que as pessoas necessitem comprar algo supérfluo, algo que elas nunca precisam e nunca vão precisar em suas vidas. É o círculo vicioso do consumismo.
A película termina com o depoimento do polêmico Michael Moore. Resumindo, ele diz que devemos lutar para que o mundo “volte para as nossas mãos” e que, de fato, ao terminarnos de assistir ao documentário, possamos fazer alguma coisa e não ficar parados assistindo o mundo sendo destruído por todas essas empresas maléficas que dominam o mundo.

Comentários
Postar um comentário
Contribua: dê a sua opinião! Obrigado.