Ele esteve lá. Eu não o vi, talvez quem o viu foi minha alma. Senti a presença de quem mora há várias anos terrestres longe e perto daqui. Presença. Ele chegou perto de mim como se quisesse saber como estou, me olhando em pé perto da cama. A febre me consumia, eram quase 40 graus, a madrugada parecia longa. O ar era pesado, e o sono estava impedido de me tocar. Mas ele estava lá... com toda a sua força, com o seu jeito, talvez demonstrando carinho e preocupação. Viajou centelhas de tempos até o pé da cama para me olhar. Mas eu senti. Vi com o coração o corpo daquele homem grande perto de mim como se verificasse como está a minha saúde. Sentir algo que está em outro plano dimensional é incrivelmente impactante. Sente-se com o coração, e não com o corpo, não com a pele e não se vê com visão. O homem descansou depois de tanto tempo de sofrimento, voou para longe atrás de sossego. Agora protege e ora pelos que ficaram aqui. 

Pai, te dedico: 

 

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