Ano: 2003
Duração: 51 minutos
Direção: Erik Gandini
Duração: 51 minutos
Direção: Erik Gandini
Texto escrito como parte de um trabalho para a disciplina de Atividades Complementares I.
Surplus não é um documentário qualquer. É, certamente, um tratado sobre a sociedade capitalista e do consumismo com a qual nos deparamos hoje. Logo no começo do filme somos defrontados com um depoimento sagaz e ácido de Fidel Castro sobre o que está acontecendo com o mundo atual. O consumismo desenfreado, as propagandas de TV, comerciais, outdoors. Tudo que induz a publicidade e ao consumismo é alvo de duras críticas. A sociedade foi moldada para consumir.
O depoimento base do documentário é do ativista John Zerzan. Segundo ele, passeatas onde as pessoas apenas seguram cartazes não servem para nada. Há a necessidade de se ir às ruas, quebrar janelas, paredes, confrontar policiais, para que toda a luta seja válida e legítima. Outro pensamento polêmico de Zarzan, é que essas passeatas mais “pesadas” não caracterizam violência. Este último seria, por exemplo, ficar em casa consumindo e assistindo a MTV. Isso sim seria violência.
O documentário é uma mescla de entrevistas, palestras e pronunciamentos de presidentes, executivos e empresários. O ritmo é quase de um videoclipe. As falas foram editadas para que se encaixassem no ritmo da música, que prende quem está assistindo para que siga mentalmente o ritmo da cena. É quase metalingüístico: ele usa o próprio meio (o áudio e o vídeo) para falar da mídia e de seu poder.
Outro ponto importante abordado no documentário é a escravidão do homem no que se refere ao trabalho. No passado, as pessoas pensavam que, com a chegada da tecnologia, elas iriam trabalhar cada vez menos. O que John Zerzan fala, é que cada vez mais as pessoas têm telefones celulares, bips, pagers; tudo isso ligado ao trabalho. Elas nunca deixam de estar conectadas ao trabalho, e isso faz com que elas trabalhem mais e sejam mais escravas do que já são: “constantly work and constantly consume”.
Impossível falar de consumismo sem mencionar a nação que implementou na era moderna este conceito. O documentário mostra Cuba como uma nação totalmente diferente de qualquer outra que conheçamos. O ponto tocante foi o depoimento de Tânia, uma garota cubana que viajou para a Europa e lá teve uma experiência excêntrica. Ela pôde experimentar vários produtos que em Cuba não existiam, como por exemplo sanduíches de vários sabores, fast-foods como McDonalds, Burger King, poder assistir a televisão mudando de canal e comendo hambúrgueres ao mesmo tempo. A garota diz que está cansada do racionamento de arroz e feijão que existe em seu país.
Surplus mostra que o discurso dos capitalistas também vem dos socialistas (ter uma sociedade “democrática”), e que no fundo tudo aparenta ser a mesma coisa. O filme não nos oferece uma solução ou uma sugestão para o grande problema que ele mostra. Apenas nos apresenta uma produção audiovisual cheia de recursos para captar a nossa atenção o máximo que puder. Mas, de certa forma, o documentário serve para abrir nossos olhos e nossa mente para a sociedade que estamos inseridos hoje.
Surplus não é um documentário qualquer. É, certamente, um tratado sobre a sociedade capitalista e do consumismo com a qual nos deparamos hoje. Logo no começo do filme somos defrontados com um depoimento sagaz e ácido de Fidel Castro sobre o que está acontecendo com o mundo atual. O consumismo desenfreado, as propagandas de TV, comerciais, outdoors. Tudo que induz a publicidade e ao consumismo é alvo de duras críticas. A sociedade foi moldada para consumir.
O depoimento base do documentário é do ativista John Zerzan. Segundo ele, passeatas onde as pessoas apenas seguram cartazes não servem para nada. Há a necessidade de se ir às ruas, quebrar janelas, paredes, confrontar policiais, para que toda a luta seja válida e legítima. Outro pensamento polêmico de Zarzan, é que essas passeatas mais “pesadas” não caracterizam violência. Este último seria, por exemplo, ficar em casa consumindo e assistindo a MTV. Isso sim seria violência.
O documentário é uma mescla de entrevistas, palestras e pronunciamentos de presidentes, executivos e empresários. O ritmo é quase de um videoclipe. As falas foram editadas para que se encaixassem no ritmo da música, que prende quem está assistindo para que siga mentalmente o ritmo da cena. É quase metalingüístico: ele usa o próprio meio (o áudio e o vídeo) para falar da mídia e de seu poder.
Outro ponto importante abordado no documentário é a escravidão do homem no que se refere ao trabalho. No passado, as pessoas pensavam que, com a chegada da tecnologia, elas iriam trabalhar cada vez menos. O que John Zerzan fala, é que cada vez mais as pessoas têm telefones celulares, bips, pagers; tudo isso ligado ao trabalho. Elas nunca deixam de estar conectadas ao trabalho, e isso faz com que elas trabalhem mais e sejam mais escravas do que já são: “constantly work and constantly consume”.
Impossível falar de consumismo sem mencionar a nação que implementou na era moderna este conceito. O documentário mostra Cuba como uma nação totalmente diferente de qualquer outra que conheçamos. O ponto tocante foi o depoimento de Tânia, uma garota cubana que viajou para a Europa e lá teve uma experiência excêntrica. Ela pôde experimentar vários produtos que em Cuba não existiam, como por exemplo sanduíches de vários sabores, fast-foods como McDonalds, Burger King, poder assistir a televisão mudando de canal e comendo hambúrgueres ao mesmo tempo. A garota diz que está cansada do racionamento de arroz e feijão que existe em seu país.
Surplus mostra que o discurso dos capitalistas também vem dos socialistas (ter uma sociedade “democrática”), e que no fundo tudo aparenta ser a mesma coisa. O filme não nos oferece uma solução ou uma sugestão para o grande problema que ele mostra. Apenas nos apresenta uma produção audiovisual cheia de recursos para captar a nossa atenção o máximo que puder. Mas, de certa forma, o documentário serve para abrir nossos olhos e nossa mente para a sociedade que estamos inseridos hoje.

Vi esse documentário no primeiro semestre. Muito bom e... angustiante! hahahaha
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