Toda época de Copa do Mundo é assim. O Brasil se torna um país entusiasta, as economias se rearranjam, as lojas fazem promoções exageradas e gritantes. As TVs se adequam aos jogos, os anúncios são pintados de verde e amarelo e os programas das emissoras são quase todos temáticos e não se fala de outra coisa: a vitória do Brasil. Até mesmo situações duvidosas e complicadas surgem: um anúncio do Extra lamentando a saída da seleção da Copa, um dia antes¹ de acontecer.
É claro que essa reação é, de certa forma, normal para um país amante do futebol como o Brasil. Mas esse amor acaba se tornando irresponsável quando ultrapassa os limites do bom senso. É normal os moradores de uma rua pintarem e decorarem as suas ruas com as cores da bandeira. Mas é extramamente imbecil arriscar a vida em postes de eletricidade para tentar pendurá-las. É muita burrice também confiar de forma plena no nosso time e pintar toda a sua loja de móveis de verde e amarelo para que, num jogo pelas quartas-de-final, o Brasil perder e o cidadão ter que repintar a sua loja novamente. Essas bizarrices alopradas acontecem em todo lugar. Afinal, moramos no Brasil. Em minha casa, a manifestação de apoio a seleção foi simples: apenas uma pequena bandeira do lado do computador. E só. Tirando o lema mentiroso e positivista, a nossa bandeira é sim muito bonita e não deve ser usada apenas em época de jogos de Copa do Mundo. Interessante seria se as pessoas fossem tão patriotas quando são agora em todos os dias do ano. Talvez assim, defenderiam e cobrariam mais dos políticos que votaram na eleição passada melhorias no bairro e na cidade onde moram.
O Brasil perdeu, e de repente as bandeiras dos entusiastas são retiradas e jogadas no lixo. As ruas já não exibem mais as bandeirinhas. O patriotismo e o amor ao país, numa fração de tempo, não existem mais. E a coerência, onde está?
Já ouvi comentários do tipo: “Os jogadores não querem e não estão interessados na taça do hexa. Diferentemente das Copas passadas, eles já estão ricos o suficiente para viverem a vida com bastante dinheiro e ostentação”. Ganhando ou perdendo, nossa vida continua a mesma. A vitória serviria apenas como um pequeno sentimento de orgulho. Uma nação não precisa depender disto. Mas os brasileiros parecem que fazem questão.
É claro que essa reação é, de certa forma, normal para um país amante do futebol como o Brasil. Mas esse amor acaba se tornando irresponsável quando ultrapassa os limites do bom senso. É normal os moradores de uma rua pintarem e decorarem as suas ruas com as cores da bandeira. Mas é extramamente imbecil arriscar a vida em postes de eletricidade para tentar pendurá-las. É muita burrice também confiar de forma plena no nosso time e pintar toda a sua loja de móveis de verde e amarelo para que, num jogo pelas quartas-de-final, o Brasil perder e o cidadão ter que repintar a sua loja novamente. Essas bizarrices alopradas acontecem em todo lugar. Afinal, moramos no Brasil. Em minha casa, a manifestação de apoio a seleção foi simples: apenas uma pequena bandeira do lado do computador. E só. Tirando o lema mentiroso e positivista, a nossa bandeira é sim muito bonita e não deve ser usada apenas em época de jogos de Copa do Mundo. Interessante seria se as pessoas fossem tão patriotas quando são agora em todos os dias do ano. Talvez assim, defenderiam e cobrariam mais dos políticos que votaram na eleição passada melhorias no bairro e na cidade onde moram.
O Brasil perdeu, e de repente as bandeiras dos entusiastas são retiradas e jogadas no lixo. As ruas já não exibem mais as bandeirinhas. O patriotismo e o amor ao país, numa fração de tempo, não existem mais. E a coerência, onde está?
Já ouvi comentários do tipo: “Os jogadores não querem e não estão interessados na taça do hexa. Diferentemente das Copas passadas, eles já estão ricos o suficiente para viverem a vida com bastante dinheiro e ostentação”. Ganhando ou perdendo, nossa vida continua a mesma. A vitória serviria apenas como um pequeno sentimento de orgulho. Uma nação não precisa depender disto. Mas os brasileiros parecem que fazem questão.
¹ Lembrei-me de uma aula da disciplina de Jornalismo Impresso I. O professor disse que, geralmente, os jornais já organizam e preparam as notícias para serem lançadas antes mesmo de tal fato acontecer. Por exemplo, se um grande artista já está doente e perto de falecer, mesmo que não tenha ainda ocorrido o fato, a empresa já escreve uma nota de pesar e deixa guardado para que, quando a morte do tal artista ocorrer, a notícia já sai quentinha e pronta para publicação, bastando apenas alterar/adicionar os nomes ao texto. Uma forma quase legítima de um jornal ganhar tempo quando uma certa tragédia acontecer.

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